Transou sem camisinha! E agora???

Publicado em 25 de abril de 2013 por Alexandre Nunes

Categorias Bem estar

Última atualização 25 de abril de 2013

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Se você não resistiu à tentação, e transou sem camisinha com alguém que não é seu marido ou sua esposa, o “E agora?” te dá as dicas do que fazer:

Primeiro saiba que você corre 2 riscos: de engravidar (no caso das mulheres, claro) e de contrair uma DST (Doença Sexualmente Transmissível, para ambos os sexos, claro), inclusive a AIDS. Vale a pena lembrar de alguns detalhes importantes:

  • Qualquer sexo sem camisinha oferece riscos de contaminação;
  • Basta transar uma vez sem camisinha para estar sob o risco de ter sido contaminado;
  • Não importa se você é homem ou mulher, heterossexual ou homossexual, ativo ou passivo — o risco existe para qualquer um que transa sem camisinha;
  • Tomar banho logo depois de transar não evita o risco de contaminação pelo HIV;
  • Transar “rapidinho” não evita o risco de contaminação pelo HIV;
  • Ejacular “fora”, depois da penetração, não evita o risco de contaminação pelo HIV.

Risco de Gravidez

Vamos começar pelo mais simples: Se você acha que pode engravidar, existe uma única saída: a pílula do dia seguinte.

A pílula do dia seguinte, ao contrário do que muitos imaginam, não deve ser considerada um método contraceptivo. Isso porque se trata de um fármaco que deve ser utilizado somente em situações emergenciais, como estupro, ou quando o método habitual falhou e uma possível gravidez não seria muito bem-vinda.

Dependendo da marca, tal fármaco pode ser comercializado em dose única ou fracionado em duas pílulas. Elas devem ser tomadas em no máximo 72 horas após o sexo. Quanto mais rápido isto ocorrer, menores as chances de se engravidar.

Composto por alta dosagem de hormônios, proporcional a pelo menos meia cartela de pílulas anticoncepcionais, tal método agirá no organismo feminino de formas diferentes, de acordo com a etapa do ciclo menstrual em que a mulher se encontra. Assim, pode:

- Impedir a liberação do ovócito, caso a mulher não tenha ovulado;
– Alterar a secreção vaginal, tornando hostil o trajeto dos espermatozoides;
– Alterar o endométrio (parede interna do útero), impedindo a fixação do ovócito já fecundado (nidação), sendo ele eliminado juntamente com a menstruação.

Como a nidação é pré-requisito para se considerar que a gravidez foi, de fato, consumada, a pílula do dia seguinte não pode ser considerada abortiva. Aliás, é válido lembrar que, caso tal evento já tenha ocorrido, seu uso não será capaz de impedir a gestação e, felizmente, não causará danos ao embrião.

Como possui alta dosagem hormonal, a pílula do dia seguinte tende a desregular o ciclo menstrual, sendo tal fato agravado quanto mais frequente for seu uso. Dessa forma, tanto a previsão da data da próxima menstruação quanto o cálculo do período fértil podem ser prejudicados, aumentando as chances de uma possível futura gravidez, caso não seja feito o uso de algum método contraceptivo confiável nas relações sexuais seguintes.

Ela também apresenta efeitos colaterais, como enjoos, inchaços, cólicas, sangramentos irregulares e até mesmo vômitos (neste último caso, se ocorrer até duas horas após sua ingestão, ela deve ser ingerida novamente). Além disso, trombose, derrame, dentre outros problemas mais sérios, também podem se manifestar, principalmente em casos em que a mulher utiliza por mais de três vezes, ao ano, tal método.

Risco de DST

Se você acha que pode contrair qualquer DST, a primeira coisa a fazer é a Abstenção. Segundo o urologista João Afif, se você transou com alguém sem camisinha, o melhor a fazer é suspender as atividades sexuais e procurar um médico. Por mais que não apareça nada de diferente no seu corpo, cuidado! Algumas DSTs, como HPV e herpes genital, só se manifestam depois de meses. Sem falar da Aids, cujos sintomas podem aparecer só depois de anos.

No caso de risco de AIDS, a única alternativa é a PEP, que significa Profilaxia Pós-Exposição. É uma forma de prevenção da infecção pelo HIV usando os medicamentos que fazem parte do coquetel utilizado no tratamento da Aids, para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus recentemente, pelo sexo sem camisinha. Esses medicamentos, precisam ser tomados por 28 dias (5 comprimidos por dia), sem parar, para impedir a infecção pelo vírus, sempre com orientação médica.

Essa forma de prevenção já é usada com sucesso nos casos de violência sexual e de profissionais de saúde que se acidentam com agulhas e outros objetos cortantes contaminados.

O problema é que o SUS só libera a medicação para casos em que o paciente se feriu acidentalmente e se expôs a sangue contaminado, ou no caso de estupro. Mesmo assim, a eficiência é comprovada nos casos de contaminação com sangue, e ainda em testes para contaminação por esperma.

Portanto, não se descuide, as consequências deste ato impensado podem ser irreversíveis!

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